Sônia Silk é a personagem protagonista do filme brasileiro Copacabana Mon Amour, dirigido e escrito por Rogério Sganzerla, lançado em 1970. Interpretada por Helena Ignez, a personagem se tornou um símbolo do movimento cinematográfico brasileiro cinema marginal, propagado no Brasil entre 1968 e 1973. No filme, Sônia Silk é uma prostituta que vive a margem da sociedade, circulando por Copacabana com um sonho de cantar na Rádio Nacional. A personagem é também uma mulher sensitiva, que vê espíritos baixarem em pessoas e objetos. Ignez é lembrada até hoje pela personagem, sendo descrita como a "eterna Sônia Silk". Foi citada na lista dos 10 personagens mais marcantes do cinema brasileiro, do site Papo de Cinema.
Desenvolvimento Na década de 70, auge da pornochanchada, os diretores de cinema Júlio Bressane e Rogério Sganzerla criaram a produtora de filmes Belair. Em seis meses, a produtora produziu seis filmes, um desses sendo Copacabana Mon Amour, que acabou não lançando comercialmente em 1970, devido a censura. Para o papel de Sônia Silk, a escolhida foi a atriz Helena Ignez, que também participou de outros filmes de Sganzerla, como Sem Essa, Aranha e A Mulher de Todos. No longa, Sônia Silk, a “Fera Oxigenada”, é retratada sempre à sombra do poder do patrão do seu irmão, o Dr. Grilo.
Recepção
Na cultura popular Em 2015, a atriz Leandra Leal junto com os cineastas Bruno Safadi e Ricardo Pretti criaram o projeto Operação Sônia Silk, nome esse dado em homenagem a personagem. O projeto tinha o intuíto de homenagear a empreitada realizada pelos diretores Júlio Bressane e Rogério Sganzerla à frente da produtora de cinema Belair. Três filmes foram realizados no projeto, sendo O Uivo da Gaita, O Rio nos Pertence e O Fim de uma Era. Uma imagem da personagem foi usada em um poster do filme Relâmpagos de Críticas Murmúrios de Metafísicas, de Júlio Bressane e Rodrigo Lima.
Referências