Os nomes que chamaram a atenção de Ancelotti após amistosos no novo ciclo da seleção

Crédito: Marcel Rizzo

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O atacante Richarlison acusou o senador Flávio Bolsonaro de conseguir a posse de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, sem pagar pelo imóvel. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado, 17, o jogador pediu que Polícia Federal (PF) investigue o caso.

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Em nota enviada ao Estadão, o candidato à Presidência da República afirma que “não comprou, vendeu, intermediou nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão”. Procurada, a PF ainda não retornou à reportagem.

Segundo o jogador do Tottenham, a aquisição ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco. Richarlison diz que recebeu propostas para vender a ilha, inclusive de Flávio, mas não aceitou negociar.

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“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada (documentação da posse da ilha), e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”, disse o jogador, afirmando ainda que, caso recupere o dinheiro, vai doá-lo.
Richarlison acusou Flávio Bolsonaro nas redes sociais de tomar ilha em Angra. Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Em 2020, a mansão em Ilha Comprida foi comprada pela Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa de Renato Veloso, ex-empresário de Richarlison. Em 2022, uma decisão liminar transferiu a posse do imóvel à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa de Willer Tomaz, advogado ligado a Flávio.
A disputa envolve a posse do imóvel, que havia sido vendida em 1986 à M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda. Representantes dos espólios dos antigos proprietários reivindicaram a posse da mansão, e a Justiça de Angra dos Reis acolheu o pedido de reintegração. Tomaz alegou ter se tornado credor da empresa por meio de um contrato de sub-rogação.
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Durante o processo, Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha pela Sport 70. Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão anterior do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que reconheceu o direito de posse de Tomaz sobre a mansão.
Ainda de acordo com a assessoria de Flávio, “o processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e, nesse caso, cabe aos respectivos envolvidos qualquer manifestação”.
Por meio de nota, Willer Tomaz desafiou Richarlison a apresentar um documento anterior a julho de 2022 que o vincule ao imóvel de Angra, incluindo o comprovante da compra de R$ 10 milhões alegada pelo jogador.
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“Richarlison nunca foi parte em processo algum. A empresa ligada a ele e ao sócio Renato Velasco, a Sport 70, perdeu em todas as instâncias, inclusive no STJ, renunciou em juízo em 2025 e declarou nos próprios autos ter pago R$ 2,6 milhões a terceiros invasores, sem título, não à titular registrada do imóvel. O negócio já foi objeto de inquérito policial, arquivado por falta de qualquer indício de crime”, diz nota do advogado.
Tomaz cita ainda uma ação na 4ª Vara Cível de Brasília por danos morais contra o jogador por manifestações nas redes sociais sobre o assunto. “(Richarlison) faz isso em plena campanha eleitoral, usando o nome de Flávio Bolsonaro que nunca foi parte em nada e só apareceu no processo como testemunha arrolada por Alencar (da Silveira), ex-deputado de esquerda e sócio do próprio Richarlison”.
O Estadão tentou, sem sucesso, contato com Alencar da Silveira. A reportagem será atualizada em caso de manifestação.
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