O PSD declarou neutralidade no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.A decisão deixa em disputa os 2,19% dos votos válidos obtidos por Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno, em uma eleição na qual Lula e Flávio terminaram separados por cerca de 2 pontos percentuais.A posição do PSD foi divulgada em nota assinada por Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda e candidato a vice-presidente na chapa de Caiado.O partido decidiu liberar diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes para escolherem individualmente quem apoiar.“Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos Estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno. Assim, cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, declarou o cacique.No comunicado, Kassab fez um balanço positivo da campanha e afirmou que o governador de Goiás representou uma alternativa aos dois polos que avançaram para a etapa final.“Foi uma campanha propositiva, sem apelar aos extremismos que têm atrasado o Brasil ao longo das últimas eleições e que, lamentavelmente, se repetiram neste ano e capturaram os votos da maioria dos brasileiros.”O dirigente afirmou ainda que pretende atuar para reduzir a polarização política, independentemente de quem vencer a eleição.“Torceremos e atuaremos politicamente para que não sejam mais quatro anos de brigas pouco produtivas e debates sobre temas que não estão na pauta do desenvolvimento brasileiro, independentemente do vencedor. Não eleger Caiado presidente em 2026 significa que o Brasil perdeu uma oportunidade”, disse Kassab.









