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A existência da Libertadores Feminina é vista como um avanço para a modalidade, mas o formato de disputa ainda levanta questionamentos. Criado em 2009, o torneio continental tem como sede única nesta edição a cidade de Quito, no Equador. A competição divide a fase de grupos, o mata-mata e a final em um período de 17 dias - de 15 a 31 de outubro - em apenas dois estádios da capital: Banco Guayaquil e Casa Blanca.

O torneio reúne 16 equipes distribuídas em quatro grupos. Após confrontos em turno único na primeira fase, os dois melhores de cada chave avançam para as quartas de final. No mata-mata, os confrontos acontecem em jogo único. O empate no tempo normal leva a decisão para a disputa de pênaltis. Neste ano, o intervalo de tempo entre uma partida e a próxima na fase de grupos é de três dias.

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Ao Estadão, a Conmebol afirma que o modelo atual é o “ideal para atender à disponibilidade de calendário das associações-membro”, mas reconhece que o formato pode ser sempre aprimorado.

A estrutura do torneio já foi alvo de críticas em edições anteriores. Em 2024, atletas do Corinthians, hexacampeão da América, protestaram contra o ônibus cedido pela organização, a qualidade dos gramados, a ausência de aquecimento no campo e o baixo público presente.

“É uma competição que a gente valoriza muito. A gente ganha o Brasileirão para jogar essa competição, e a própria organização não trata como deveria, como a gente valoriza esse campeonato”, disse a atacante Gabi Zanotti na época.

Hexacampeão, Corinthians vai em busca de mais um título continental. Foto: Conmebo

O curto período de tempo entre uma partida e outra também é visto como preocupante. Thiago Viana, técnico do São Paulo e com vaga garantida na Libertadores de 2027 após a conquista do Brasileiro, afirma que a competição precisa se tornar mais próxima do modelo do masculino.
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“Ela sendo uma bolha em 15, 18 dias, atrapalha muito a venda do produto, a qualidade do jogo, você joga e tem que recuperar, o tempo é muito curto. Acho que a Libertadores poderia já ser pensada para a próxima temporada. Quem sabe fazer uma primeira fase num local só e depois o mata-mata, você ter o jogo em casa e visitar, você imagina um jogo de Libertadores no Morumbi. A gente espera que as federações olhem para esses cenários, porque o produto pode ser muito mais valorizado do que já é”, diz o treinador ao Estadão.
Com 13 conquistas em 17 edições, o Brasil vive uma hegemonia no torneio continental. Nesta temporada, a representação brasileira fica a cargo do Corinthians, atual campeão, do Palmeiras, campeão em 2022, e do Cruzeiro, que faz sua estreia na disputa.
O clube mineiro reconhece a dificuldade de uma competição em tiro curto e em outro país, conhecido, principalmente, pela sua altitude.
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“O foco foi principalmente na condição da parte logística, de todo o suporte que temos durante a competição, até pelo formato que é: em outro país, sede única, jogos com curto espaço de tempo. Então, pensamos muito na recuperação, toda a parte de alimentação e nutrição das atletas”, conta a gerente executiva do futebol feminino do clube, Luiza Parreiras, ao jornal O Tempo Sports.
Cruzeiro é estreante na Libertadores Feminina de 2026. Foto: Cris Mattos / Staff Imagens Woma
Com isso, o Cruzeiro garantiu que toda a sua comissão técnica estivesse presente na sede. “Todo o suporte que a gente tem, fisiologia, nutrição, psicologia, todas essas pessoas que realmente são focadas no rendimento das atletas estão na competição”, afirma a executiva.
Apesar de o formato ainda levantar questionamentos referentes às condições de estrutura para as atletas, o produto tem cada vez mais investimento.
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A premiação distribuída será de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) ao campeão, US$ 600 mil ao vice e US$ 250 mil ao terceiro colocado. Todos os outros clubes que participaram também levam uma bonificação de US$ 50 mil.
Além disso, neste ano, ao todo são dez diferentes detentores de direitos de transmissão no Brasil: Sportv, NSports, Cazé TV, Xsports, UOL, TV Palmeiras (nos jogos do Palmeiras), Meu Timão (nos jogos do Corinthians), Gol Brasil e Pluto TV.
Champions Feminina segue os mesmos padrões da masculina
A partir da temporada 2025/2026, o torneio europeu seguiu o mesmo formato em ambas as modalidades. No feminino, ao todo 18 clubes entram em campo em busca da taça, duas a mais do que no modelo anterior.
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Definidas por sorteio, as partidas da primeira fase classificam os quatro primeiros direto para o mata-mata. As equipes que terminarem entre a 5ª e a 12ª posição disputam os playoffs de ida e volta pelas últimas vagas nas quartas de final.
Disputadas em jogos de ida e volta, as quartas e semifinais antecedem a decisão em jogo único e campo neutro. A final desta edição acontece no Estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia. Com isso, o torneio feminino tem duração de cerca de 8 a 9 meses, distribuídos durante todo o calendário da modalidade.
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