Belo Horizonte – A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (6/10), a Operação Voto Limpo para investigar uma possível prática de corrupção eleitoral em São João das Missões, no Norte de Minas Gerais. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de ordens de busca pessoal.As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e realizadas em imóveis no município e em Januária, também no Norte do estado. A ação contou com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Procuradoria Regional Eleitoral.Durante as diligências, os agentes apreenderam aparelhos celulares e aproximadamente R$ 80 mil em dinheiro. Outros materiais encontrados também foram recolhidos e serão analisados no decorrer das investigações. Leia também Minas GeraisMG: fraude em registro de CAC leva Polícia Federal a prender suspeito Minas GeraisEleições 2026: número de abstenções aumenta no 1º turno em MG Minas GeraisEleições 2026: MG terá 40 mil policiais nas ruas; veja o que não pode fazer Minas GeraisMG não terá Lei Seca durante as eleições deste domingo (4/10) 2 imagensFechar modal.1 de 2Ação apura possível compra de votos em São João das Missões após eventos com oferta gratuita de comida e bebidaPolícia Federal/Divulgação2 de 2PF apreende R$ 80 mil em operação contra crime eleitoral em MGPolícia Federal/DivulgaçãoEventos na véspera da eleiçãoSegundo a PF, a investigação começou após o recebimento de informações sobre a realização de dois eventos festivos em 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições. Nas ocasiões, teriam sido oferecidos gratuitamente alimentos e bebidas.A suspeita é de que os eventos possam ter sido utilizados para a eventual cooptação de eleitores e obtenção de votos. A PF busca esclarecer quem organizou as atividades, quais eram os objetivos e se houve oferecimento de vantagens em troca de votos.A investigação apura, em tese, o crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral, que trata de oferecer, prometer, solicitar ou receber dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem para obter ou dar voto ou conseguir ou prometer abstenção.A prática pode resultar em pena de até quatro anos de reclusão, além do pagamento de multa. As investigações continuam para esclarecer os fatos e identificar eventuais envolvidos.









