Pouca vergonha

Diante das mudanças e efeitos provocados pelo tratamento de um câncer, médico explica como adaptar o sexo para manter conforto e segurança

Julia de Mesquita

05/10/2026 02:00

AleksandarGeorgiev/Getty Images

Durante o tratamento de um câncer, é natural que alguns pacientes experimentem uma queda no desejo sexual. Isso, no entanto, pode ser vivenciado de maneiras muito diferentes. Quando feito com segurança e conforto, o sexo pode, sim, representar uma forma de manter a energia e até a autoestima.

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Nesse percurso, costumam surgir dúvidas sobre como adaptar o contato sexual — mas o processo pode ser mais simples do que parece.

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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
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Não subestime o impacto
Ao Metrópoles, o médico oncologista Diego Machado destaca que o impacto de tratamentos como a quimioterapia, muitas vezes, é subestimado.
“Pode induzir uma menopausa precoce nas mulheres, causando secura vaginal severa e dor na penetração. Nos homens, a fadiga, a ansiedade e a própria toxicidade dos medicamentos frequentemente levam à disfunção erétil”, comenta.
Nesses casos, segundo o especialista, a libido costuma ser a primeira a desaparecer quando o corpo está tentando se recuperar — o que pode gerar frustração e distanciamento no casal se não houver um diálogo justo e compreensivo.
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A quimioterapia, por si só, não exige abstinência sexual
Adaptação mantém o prazer
Para adaptar o sexo e a intimidade sem abrir mão do prazer, Diego elenca algumas sugestões:
- Massagens e carícias.
- Masturbação mútua.
- Uso de brinquedos sexuais com a devida higienização.
- Uso de lubrificantes à base de água ou hidratantes íntimos sem hormônios.
A intimidade pode ajudar no tratamento
Orientações
Sabendo que muitos pacientes podem ter receio e insegurança de manter a atividade sexual, o oncologista destaca que o sexo é considerado seguro desde que a pessoa se sinta confortável fisicamente, não tenha dores limitantes e não experiente falta de ar ou fadiga extrema.
“Vai muito além de ter um bom exame de sangue, depende da integridade do corpo.”
Por último, ele enfatiza que situações que afetam diretamente a anatomia — como radioterapia pélvica, cirurgias recentes, uso de dispositivos médicos e bloqueio hormonal — exigem maior cautela.


