Ramiro Brites

A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP) foi à tribuna da Câmara Municipal de São Paulo tentar entender por que não foi eleita deputada federal

Ramiro Brites
12/10/2026 04:30
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO
A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP) foi à tribuna da Câmara Municipal paulistana para perguntar aos eleitores os motivos que a levaram a não ser eleita para a Câmara dos Deputados.
Uma das autoras e advogadas do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) à época que foi deputada estadual, Janaína era uma das apostas do Progressistas como puxadora de votos para o partido.
No entanto, a vereadora recebeu apenas 46,7 mil votos, menos votos do que fez para ser eleita vereadora. Em 2022, a candidatura de Janaína recebeu 48.893 votos de eleitores da capital paulista.
Para a próxima legislatura, ela ficou como segunda suplente entre os Progressistas, que neste ano, fez uma federação com o União Brasil. Ao todo, a federação União Progressista conquistou cinco cadeiras – Sargento Nantes, Maurício Neves se Coronel Telhada, do PP; a esposa do prefeito de Sorocaba Rodrigo Manga, Sirlange Manga, e o filho do cardeal da política paulistana Milton Leite, Milton Leite Filho, do União.
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Em 2022, o PP havia eleito 4 deputados por São Paulo. A soma com a bancada do paulista do União – que conseguiu, à época, seis cadeiras na Câmara Federal –, chegaria a 10 parlamentares.
“Por que eu não recebi seu voto?”
Janaína Paschoal pediu um feedback aos eleitores. A dúvida é se foi uma questão de mérito, ou foi uma falha comunicacional. Ela diz que é uma parlamentar atuante, que tem zelo pelo gasto público e favorece instituições sérias para encaminhar emendas. Diz ainda que apresenta ideias originais e estuda todos os projetos.
“Será que esse trabalho está sendo visto? Ou se está sendo visto e não é valorizado? Ou as pessoas entendem que esse perfil não é interessante nesse momento histórico na Câmara Federal?”, perguntou a vereadora.
Há ainda uma questão conjuntural que não constam nas hipóteses da vereadora. Com o aumento da bancada do PL, e a representação da esquerda com uma queda muito sútil, a principal redução da próxima legislatura será na representação de partidos de centro-direita e direita no Congresso, como é o caso do PP de Janaína Paschoal.


