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Após calotes, Jac Motors recorre à Justiça para se proteger de credores
Após calotes, Jac Motors recorre à Justiça para se proteger de credores · Imagem: Reprodução

Pedido de recuperação alcança R$ 239,5 milhões de dívidas acumuladas por 44 empresas ligadas ao empresário Sergio Habib

Após calotes, Jac Motors recorre à Justiça para se proteger de credores
Após calotes, Jac Motors recorre à Justiça para se proteger de credores · Imagem: Source: www.metropoles.com

Gabriella Furquim

09/10/2026 20:31

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O Grupo SHC, responsável pela Jac Motors no Brasil e comandado pelo empresário Sergio Habib, apresentou um novo pedido de recuperação judicial. Desta vez, o objetivo é se proteger de credores por conta de uma dívida acumulada de R$ 239,5 milhões.

A medida ocorre um ano e cinco meses após o encerramento da primeira recuperação judicial do grupo. Neste intervalo, como mostrou a coluna, Habib tentou driblar diversas execuções judiciais.

Os credores que conseguiram decisões favoráveis nos tribunais amargam tentativas em vão de reaver o montante perdido ao buscarem o bloqueio de valores. Nada é encontrado nas contas de Habib e de sua esposa, Sandra Habib, há anos.

Apesar da pose de empresário de negócios bem-sucedido e de centenas de milhares de seguidores nas redes sociais, Sérgio Habib, dono do Grupo SHC — responsável pela operação da montadora chinesa Jac Motors no Brasil –, acumula dívidas e foge de execuções judiciais.

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O casal acumula todo o tipo de dívida. De aluguéis de imóveis em que instalaram concessionárias em diferentes cidades do país a fornecedores e funcionários da JAC Motors.

Vida nababesca e mansão em Trancoso

Enquanto isso, Sérgio e Sandra ostentam vida nababesca nas redes sociais, com viagens para diferentes países do mundo. As informações sobre o estilo de vida do casal foram anexadas a, ao menos, um dos processos de credores. Assim como a venda, para o banqueiro Daniel Vorcaro, de um dos imóveis da dupla: uma mansão cinematográfica de 40 mil metros quadrados em frente ao mar, com 12 suítes e cinco bangalôs. A casa em Trancoso, no sul da Bahia, chamou a atenção pelo luxo e pelo valor multimilionário pago: R$ 300 milhões.

No caso, os dois figuram como fiadores de um contrato firmado por uma concessionária da Citroën. A execução da dívida, estimada em R$ 2,5 milhões, tramita desde 2018. Em petição protocolada aos autos, os defensores sustentam a ocorrência de fraude à execução. Isso porque a venda da mansão teria ocorrido enquanto a execução judicial já estava em curso, o que, em tese, impediria a transação.

Além do reconhecimento da fraude, os advogados solicitam medidas como apreensão da CNH e do passaporte.